terça-feira, 24 de novembro de 2020

Alcoólicos Anônimos e os primórdios do tratamento do Alcoolismo



A Lei Seca nos Estados Unidos (1920-1933) reduziu drasticamente o
consumo de álcool e, com isto, caiu o número de alcoólatras naquele país,
apesar da ocorrência da atividade criminosa paralela personificada por Al
Capone em Chicago. Durante essa época, os hospitais e instituições que se
dedicavam ao tratamento de alcoolismo quase desapareceram.
A abolição da Lei Seca e o transtorno da Segunda Guerra Mundial
contribuíram para uma epidemia de alcoolismo, sem que houvesse qualquer
previsão para tratamento institucional a não ser o encaminhamento para
manicômios.
Assim, com o término da guerra em 1945, o sistema de saúde mental
estava sobrecarregado, sem pessoal e verba. Por exemplo, 80% dos internos
do manicômio estadual em Minnesota, foram diagnosticados como alcoólatras
ou ébrios, como eram chamados naquela época. O Dr. Nelson Bradley, e o
jovem psicólogo de sua equipe, Dr. Daniel Anderson, diante da falta de pessoal
e de uma metodologia eficaz, tomaram uma medida inédita para diminuir essa
população. Eles convidaram leigos, membros de Alcoólicos Anônimos,
alcoólatras em recuperação, para tentar administrar essa população. Os
resultados foram tão expressivos que alguns desses leigos foram contratados
como os primeiros conselheiros ou consultores em alcoolismo. O que se
desenvolveu então foi um modelo totalmente diferente do tratamento tradicional
que era individual e analítico. O processo tornou-se essencialmente grupal, no
qual as pessoas trocavam suas estórias.

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