quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O que é a Internação Involuntaria




A internação involuntária é a prática de utilizar meios legais como parte de uma lei de saúde mental para internar uma pessoa em um hospital psiquiátrico, clínica ou enfermaria contra a sua vontade ou sob os seus protestos. No caso da internação involuntária do paciente dependente químico é realizada quando a sua capacidade psíquica é afetada momentaneamente devido ao abuso de substâncias psicoativas (drogas e álcool). O dependente não consegue mais escolher entre o consumo e a abstinência, ele está tão tomado pela doença e não consegue perceber os danos que causa a si e à sua família.

Existe tratamento involuntário?

Não. A internação é involuntária, mas o tratamento apenas tem êxito quando o paciente aceita e entende a necessidade do tratamento. A família deve procurar uma clínica de recuperação ou instituição que acolha o individuo assegurando seu bem-estar, com técnicas terapêuticas eficazes que possam oferecer a ele alternativas para um novo comportamento, sem drogas.

Porque é necessária a internação involuntária?

A internação involuntária é uma intervenção necessária, pois, quando o individuo já está tomado pela dependência, ele não consegue mais distinguir o que faz bem ou mal para si e sua família, podendo sofrer consequências graves, inclusive a morte. E a família, neste momento, deve ter a consciência de que internar, mesmo contra a vontade do paciente, é o caminho para que o indivíduo torne a ter uma vida sem a dependência das drogas.

É um procedimento legal?

Sim. A internação involuntária está prevista pela Lei 10.216, de 6 de abril de 2002, regulamentada pela portaria federal nº 2.391/2002/GM. Atenção: procure saber se a instituição que procurou respeita estas determinações legais, pois nem todas as entidades que prestam este serviço possuem autorização para realizá-lo.

O que diz a Lei sobre a internação involuntária?

Art. 2º. Definir que a internação psiquiátrica somente deverá ocorrer após todas as tentativas de utilização das demais possibilidades terapêuticas e esgotados todos os recursos extra-hospitalares disponíveis na rede assistencial, com a menor duração temporal possível. Art.4º Estabelecer que as internações involuntárias, referidas no art. 3.º § 2º, deverão ser objeto de notificação às seguintes instâncias: I – ao Ministério Público Estadual ou do Distrito Federal e Territórios onde o evento ocorrer, II – à Comissão referida no art. 10º. Art. 5º Estabelecer que a Comunicação de Internação Psiquiátrica Involuntária deverá ser feita, no prazo de 72 horas, às instâncias referidas no artigo anterior, observado o sigilo das informações, em formulário próprio (Termo de Comunicação de Internação Involuntária, modelo constante do Anexo desta Portaria), que deverá conter laudo de médico especialista pertencente ao quadro de funcionários do estabelecimento de saúde responsável pela internação. Parágrafo único. O laudo médico é parte integrante da Comunicação de Internação Involuntária, a qual deverá conter obrigatoriamente as seguintes informações

Qual a primeira etapa para solicitar a internação involuntária?

A partir do momento em que a internação é solicitada à clínica de recuperação ou instituição de saúde, o ministério público é informado, de acordo com as determinações da portaria federal nº 2.391/2002/GM e da lei 10.216. O processo é feito com diagnóstico médico, elaborado por psiquiatra e ou clínico especialista em dependência química.

Quem possui autorização para solicitar esta internação involuntária?

Apenas pessoas de ligação consanguíneas – ou seja, pai, mãe, irmão, tio, avô – têm autoridade para solicitar a internação involuntária. Cônjuges, por sua vez, não têm a permissão de autorizar este tipo de internação. Após estar ciente de todos estes detalhes sobre internação involuntária, a família pode estar segura de que há, no país, instituições altamente qualificadas para prestar este serviço, respeitando não somente estas normas, mas garantindo serviço eficaz e de qualidade.


Carmelo J. Serra

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Os 12 Princípios de Amor Exigente I




A vida esta norteada por princípios.

Desde a pessoa que obedece um comportamento assertivo, até quem por causas diversas se perde no percurso e adquire comportamentos contrários a sanidade, como um alcoolista ou um dependente químico, ou mesmo como a família codependente que pela dependência emocional perde funcionalidade, todos os seres humanos partem do fundamento dos princípios para escolher caminhos, consciente ou inconscientemente, decisões, e comportamentos.

Ao abordar a temática da codependenecia familiar percebesse que estes princípios de assertividade sofrem um enorme impacto negativo, por este motivo, uma vez que a família detecta os sinais e sintomas da codependencia se faz necessário um exame da política familiar e uma adequação destes princípios, a fim de que o núcleo familiar acompanhe o processo de recuperação individual da pessoa em tratamento, e ainda mas, se esta pessoa se encontra no uso de substancias psicoativas ou álcool, de forma nociva, a família se prepare e continue na busca da qualidade de vida do núcleo.

O Amor Exigente tem a sua raiz nos primórdios dos grupos de 12 passos de A.A., e desde o principio foi criado para familiares de portadores da doença do alcoolismo como uma forma da família acompanhar e se preparar para lidar com o dia a dia da pessoa em reabilitação ou mesmo antes dela se tratar.

Este grupo de autoajuda familiar se mostra eficaz no seu objetivo pois aborda um ponto de suma importância na vida de todo dependente químico e alcoólatra que é a retomada da vida em família durante e depois do tratamento.

Inicialmente o Amor Exigente foi formado por familiares de alcoólatras que se reuniam para esperar o fim das reuniões de A.A. onde eles não podiam se adentrar, começou aí enquanto as reuniões de A.A aconteciam, que esses familiares trocavam experiências e conversavam entre se e oferecendo apoio e ajuda uns aos outros, que na década dos anos 70 foram fundamentados os primeiros Princípios de Amor Exigente e foi nomeado este grupo com Tough Love ( nome original do grupo em inglês). Nesta época era 10 Princípios de reabilitação familiar os que norteavam o grupo, esses princípios foram criados pelos Psicólogos, Phillis e David York, fundadores do grupo  e familiares de alcoólatras participantes do programa de 12 passos de A.A.

No ano 1985 o Amor Exigente chega ao Brasil da mão do Padre Jesuíta Haroldo Rahm, ele foi quem deu o primeiro impulso para o grupo e a Sra. Maria Silvia Menezes, mãe de um dependente químico em tratamento organizou a primeira reunião em Campinas no Estado de São Paulo, e agregou dois princípios aos dez que originalmente o programa seguia.

A partir desse momento e seguindo o norte dos 12 Princípios de Amor Exigente o grupo foi crescendo, se espalhando pelo Brasil e América Latina contribuindo com a reabilitação de famílias codependentes.

A vida é norteada por princípios e quando os perdemos por alguma razão, sempre teremos a possibilidade de se achegar num grupo de Amor Exigente, e reencontrar o caminho.

Os 12 Principios de Amor Exigente II



 1º Princípio Básico do Amor- Exigente: Identificar. Os problemas da família, da escola e da comunidade  que têm raízes na estruturação atual da sociedade. Em linhas gerais, este Princípio identifica os valores, aquilo que somos e o que queremos ser. Trabalha os objetivos de cada pessoa, para que se ajudem mutuamente.

 2º Princípio Básico do Amor- Exigente: Humanizar. Os pais também são gente. Professores também são gente. Você também é gente. Quer dizer que não somos super heróis e nem somos perfeitos, ao contrário, devemos aceitar nossas limitações e nos perdoar sem perder a autoridade, o amor pela vida e nem desanimar por causa dos problemas.

 3º Princípio Básico do Amor- Exigente: Proteger. Os recursos são limitados Precisamos aceitar que não somos uma fonte ilimitada de recursos. Para isso, devemos avaliar e conhecer os próprios limites: físicos, emocionais e econômicos sabendo que nosso amor, maturidade, e disposição vencem quando aprendermos a ceder e compreender os limites dos outros.

 4º Princípio Básico do Amor- Exigente: Valorizar. Pais e filhos não são iguais. Professores e alunos não iguais. Você e eu não somos iguais. Cada um de nós tem um papel diferente. É importante assumir nossa missão de Pai, Professor ou Médico em fim, e orientar, nortear a conduta das pessoas, estabelecendo normas e regras que precisam ser respeitadas para o bem de todos.

 5º Princípio Básico do Amor- Exigente: Libertar. O sentimento de culpa torna as pessoas indefesas e sem ação. Acusar alguém ou alguma coisa para se livrar da responsabilidade do que não está dando certo com você ou com os seus nada resolve. Sem sentimento de culpa, de autopiedade ou de raiva, estaremos livres para agir e deixar que os outros cresçam, arcando com as consequências (boas ou más) do próprio comportamento.

 6º Princípio Básico do Amor- Exigente: Influenciar. O comportamento dos filhos afeta os pais; o comportamento dos pais afeta os filhos. O comportamento do aluno afeta o professor; o comportamento do professor afeta o aluno. Meu comportamento afeta você; seu comportamento me afeta. Diante de um comportamento inaceitável, não podemos competir com a outra pessoa ou perder a dignidade. É preciso manter o equilíbrio para conduzir os relacionamentos no rumo certo.

 7º Princípio Básico do Amor- Exigente: Preparar. Tomar atitude precipita crise. Vamos nos preparar, não permitir abusos e desrespeitos e cuidar para que nossas atitudes sejam corretas e corajosas. Devemos assumir posições claras e bem definidas e ser firmes e perseverantes, sem nos omitir, nem delegar responsabilidades para terceiros.

 8º Princípio Básico do Amor- Exigente: Esperança. Da crise bem administrada, surge a possibilidade de mudança positiva Este é um princípio de extrema importância para que possamos atingir os resultados desejados com a aplicação do Programa Amor-Exigente. Devemos ter um plano de ação com metas, prioridades e fazer o que precisa ser feito, sem pena do outro ou de si próprio.

 9º Princípio Básico do Amor- Exigente: Apoiar. Na comunidade, as famílias precisam dar e receber apoio. Os grupos do Amor-Exigente reúnem pessoas em busca de ajuda para si mesmas e para os seus compartilhando experiências, informações e instruções. Assim, elas não se sentem sozinhas e têm um ambiente propício para juntas com uma comunidade irmã, encontrarem novos caminhos.

 10º Princípio Básico do Amor- Exigente: Cooperar. A essência da família repousa na cooperação, não só na convivência. Devemos participar de trabalhos na família e na comunidade facilitando a cooperação e a solidariedade entre as pessoas. Isso nos dá a oportunidade de nos valorizar, de melhorar nossa auto-estima, e fazer parte das mudanças de uma época, assumindo a responsabilidade social que nos cabe.

11º Princípio Básico do Amor- Exigente: Organizar. A exigência na disciplina tem o objetivo de ordenar e organizar a vida dos pais, dos filhos e de toda a família. A exigência na disciplina tem o objetivo de ordenar e organizar a minha vida. Sem organização e disciplina, nos sentimos infantis e inseguros. É preciso estabelecer limites e criar condições para desabrochar o que temos de bom para sermos cada vez melhores.

12º Princípio Básico do Amor- Exigente: Compensação O amor com respeito, sem egoísmo, sem comodismo deve ser também um amor que orienta, educa e exige. Amo você, só não aceito o que você está fazendo de errado. Amar não é fazer tudo pelas pessoas ou dar-lhes tudo o que é possível. Amar é essencialmente dar condições para que saibam escolher o que é correto e bom para si próprios e para os outros.

                                                                                                                      Carmelo Jose Serra Seoane

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Abstinéncia contínua e mudança comportamental



Falando de Dependência Química com meus internos aqui na clinica hoje na manhã me lembrei de alguns detalhes importantes dentro do processo de mudança necessário para alcançar uma abstinência de substancias psicoativas, que seja continua e com qualidade de vida.

Inicialmente preciso me lembrar das limitações, e além disso do tempo, tempo que é gasto em buscar meios e maneiras de utilizar drogas, até isso se transformar em cronico, colocando as drogas acima de todo e mesmo acima da própria pessoa, passam-se anos nesse caminho de destruição, quer dizer que para resgatar a quantidade de valores internos que foram caindo ao longo de todos esses anos, também é necessário perceber que se  precisa de um bom tempo, tal vez o resto da vida para que esse retomada de valores aconteça de maneira real e profunda.

Por extensão disso se faz imprescindível a tolerância como ferramenta para acompanhar esse tempo e para ajudar a pessoa a não desanimar, quando com certeza algum que outro erro apareça na frente, erro próprio e erro alheio.

As vezes acontece que a reabilitação é idealizada como se fosse uma ato de mudança imediato ao parar de usar, isso é um grande erro na verdade quase uma condenação a frustração, e isso é muito perigoso, pois dependentes químicos não reagem bem as frustrações.

Na verdade que apenas começamos a recuperação ao se  manter abstêmio de drogas ou álcool, mais, assim como o tempo necessário as mudanças é indispensável, assim o tempo é fundamental para reforçar a abstinência primaria.

Eu comparo a reabilitação com o Mergulho Submarino, existe todo um processo e um preparo para cada profundidade, preparo que começa em terra, depois tem a profundidade mínima de uns poucos metros onde o mergulhador se acostuma e se adapta e isso se repete não uma, mas muitas vezes e assim sucessivamente vai se aumentando a profundidade do mergulho até alcançar profundidades impensáveis, a recuperação não é muito diferente disto, primeiro aprendemos a ficar abstêmios de substancias, e depois de um longo preparo e tempo é que vamos nos aprofundando dentro de nos mesmos, observando e detectando aquilo que deve ser modificado, e o que podemos realmente modificar.

Eu me lembrei disto ontem na verdade, na reunião de família, depois de um terço da minha vida envolvido com reabilitação e recuperação de pessoas adictas e co-dependentes, percebo e até compreendo que a família quer que o indivíduo em tratamento mude quase que da noite para o dia, em alguns poucos meses e muitas vezes cobra isto provocando crises que muitas vezes a pessoa não esta preparada para encarar

Te até têsis sustendo a ideia de mudança instantânea, como se o ser humano tivesse algum tipo de comando que possa ser acionado para que comportamentos e hábitos que se instalam e se repetem durante anos a fio pudessem como por arte de mágica desaparecer.

Na verdade a mudança de posturas ou pensamentos é fruto de um trabalho de observância, detecção e planejamento que acontece as vezes muito tempo depois de que a pessoa para de consumir drogas.

Com isto não quero dizer que é impossível acontecer que a mudança não comece ao mesmo tempo que a abstinência primaria na pessoa em tratamento, em verdade já o ato de parar de consumir é em se uma mudança de hábito, mais em se falando de mudanças profundas de personalidade ou caráter, de pontos de vista, interpretação do entorno e tudo o que compreende as tomadas de decisão, se precisa do tempo necessário para adquirir a maturidade emocional a fim dessa mudança acontecer de forma gradual e saudável.

O motor das nossas ações é o pensamento, quer dizer que o primeiro desafio que todo alcoólico ou dependente químico tem pela frente uma vez abstêmio é a mudança dos pensamentos, e nos sabemos até por própria experiência o quanto tempo leva para um pensamento ser modificado

Carmelo J. Serra











sábado, 6 de agosto de 2016

O Grupo de Apoio


Os familiares referem que a participação no grupo é importante porque este se apresenta como
fonte de escuta, no qual se sentem acolhidos, o que lhes permite falar, chorar, conversar, pedir ajuda, ou seja, expressarem seus sentimentos frente à vivência da dependência química, sem medo de serem julgados, apresentando-se como um importante recurso terapêutico.

Através da participação nos grupos de apoio, os familiares trocam experiências aprendendo a
lidar com as situações cotidianas. Sentem-se aliviados podendo ver que seu problema frente ao
que é enfrentado por outras famílias adquire outra dimensão, podendo, até mesmo, parecer mais fácil e possível de ser enfrentado. Após as atividades grupais parecem sentir-se renovados e fortalecidos

Ao avaliar a eficiência da atividade grupal evidenciou-se que o grupo apresenta-se como uma
estratégia útil para manter a força e esperança entre as famílias participantes, fornecer espaço e ambiente propícios à aprendizagem e compartilhamento de informações e se configurar em uma rede de apoio para essas pessoas.

Por meio da oferta de informações e suporte emocional é possível ajudar
as famílias a enfrentar a crise vivida, atenuar seu sofrimento e reduzir a ansiedade.

A participação no grupo apresenta-se como uma fonte contínua de recebimento de informações,
que mantém a família fortalecida auxiliando-a a tomar decisões relativas ao cuidado do usuário de drogas, respaldada no conhecimento recebido.

Conclui-se ser o grupo de apoio uma importante estratégia de cuidado aos familiares
de usuários de drogas, apresentando-se como ferramenta a ser utilizada na promoção do cuidado prestado, com vistas à realização da educação em saúde, da prevenção,
promoção e recuperação da saúde de indivíduos e grupos sociais.

É uma ferramenta de atenção em saúde a ser utilizada com o objetivo de alcançar a otimização de resultados, não somente individuais mas de todo o núcleo familiar.

O uso do grupo de apoio como recurso terapêutico pode colaborar para a construção de uma prática assistencial humanizada e acolhedora.



Carmelo J. Serra

terça-feira, 2 de agosto de 2016

A alimentação no processo de tratamento




A dependência de drogas está associada a mudanças nos hábitos alimentares e no estado nutricional, devido a alterações no apetite e na ingestão dos alimentos. Esta questão pode afetar o es­tado nutricional, tendo como consequência a desnutrição, devido a pouca ingestão de alimentos durante o consumo, ou o excesso de peso, em decorrência do ganho rápido e gradual ,durante o tratamento de reabilitação.

O consumo excessivo de álcool e drogas está intimamente relacionado com a nutri­ção, pois quanto maior a participação dessas substâncias na dieta, menor é a qualidade nutricional da alimentação desses indivíduos.

As drogas e o álcool trazem grandes ma­lefícios para a saúde humana, principalmente no que tange a nutrição. Essas substâncias inibem o apetite dos usuários de substâncias psicoativas e tendem a baixar seu peso.

Além disso, a grande maioria dos usuários de substâncias psicoativas não se alimenta de forma saudável e adequada. Muitos ficam muito debilitados pela inibição da fome causada pela dependência, o que prejudica a qualidade nutricional da dieta dos mesmos.

Existem poucos estudos sobre dependên­cia química e alcoolismo, principalmente os que investigam as tendências e consequências da alimentação entre essa população. Ações de saúde devem ser planejadas, visando alertar para o consumo de determinados alimentos durante o tratamento e a reeducação alimentar dos usuários, no intuito de prevenir problemas de saúde no processo de reabilitação e durante a vida da pessoa em recuperação.

É importante a orientação para as escolhas alimentares de dependentes químicos e alcoolistas em tratamento, a fim de controlar a crise de abstinência e manter o estado nutricional adequado, estabelecendo metas de peso saudável e evitando o aumento de peso corporal.

Visto que a incidência do uso de drogas e álcool aumenta a cada dia, torna-se relevante o desenvolvimento de pesquisas sobre o estado nutricional e os hábitos alimentares destas populações no intuito de aumentar as reflexões e construir mecanismos para que a recuperação do estado nutricional ocorra de forma saudável.

Uma grande parcela de dependentes químicos em tratamento sofre um progressivo e gradual aumento de peso durante o tratamento, isto tem como causa a possível transferência da compulsão as drogas e a substituição das mesmas por alimentação.

Disto de desprendem a necessidade da adequação e do controle da dieta neste estagio inicial e a manutenção do equilíbrio alimentar durante todo este processo

Carmelo J. Serra