O processo de tratamento para Dependentes Químicos e Alcoólatras compreende um conjunto de ações e disciplinas que visam a reintegração social do individuo, podemos dizer que a reintegração o convívio social e familiar, sem os comportamentos condicionados pelo uso de substancias psicoativas e abuso de álcool é um dos objetivos fundamentais de todo tratamento.
Devolver a sociedade membros produtivos e que contribuam positivamente com a mesma é o norte de todo processo de reabilitação.
O portador das doenças do Alcoolismo e a Dependência Química se submete a um processo muitas vezes por um longo período ( as vezes exageradamente longo) em Comunidades Terapêuticas as quais na sua grande maioria estão situadas em fazendas, onde esta pessoa passa por diversos estágios ate completar o tempo estipulado para a conclusão do tratamento, isto representa já desde o inicio um momento de crise, não apenas de abstinência pela falta da substancia, a esta abstinência deve se somar a crise de adaptabilidade, do afastamento da família, do trabalho e da dinâmica do dia a dia na cidade, com o passar dos dias e meses esta adaptação ao meio acontece até quase desaparecer a crise.
Em media a adaptabilidade ao meio acontece em dois ou trés meses depois da pessoa chegar a Comunidade Terapêutica, quer dizer que a sensação de angustia, solidão e sentimentos tais como perca e abandono, naturais ao ser humano que passa por múltiplas crises, chegam a um patamar onde o individuo consegue o auto confronto necessário para superar estas sensações, a partir deste momento a pessoa em tratamento esta pronta para digerir as informações necessárias para alcançar a abstinência continua das substancias que lhe-ocasionam tantos problemas.
Uma vez concluída a permanência na C.T. que em media é de 9 meses acontece a volta pra casa, e eis aí o problema, de um dia para o outro a pessoa migra de um ambiente do campo, sem as pressões do dia a dia na cidade, um ambiente protegido, onde não tem nenhum tipo de drogas, com uma disciplina diária e um cronograma, para o convívio social sem passar por qualquer estagio intermédio, que lhe-ajude a se engajar progressivamente na sociedade, com os perigos e situações favoráveis ao uso e para a família que muitas vezes esta despreparada para receber o familiar que teve alta, e isto é um serio perigo, na verdade a família é uma das zonas de crise imediata depois do tratamento, ainda que sta tenha cumprido com as diretrizes da Comunidade Terapêutica de fraquentar grupos de auto ajuda.e demais.
Quer dizer, esta passagem da fazenda para o convivo social, sem um processo de reinserção diferenciado e numa estrutura, metodologia e cronograma adequado é por demais critica e ate favorável a volta ao uso.
Alias creio que todo processo de reabilitação sem este estagio ou modulo de reinserção especifico se mostra desfuncional e incompleto...