sábado, 6 de agosto de 2016

O Grupo de Apoio


Os familiares referem que a participação no grupo é importante porque este se apresenta como
fonte de escuta, no qual se sentem acolhidos, o que lhes permite falar, chorar, conversar, pedir ajuda, ou seja, expressarem seus sentimentos frente à vivência da dependência química, sem medo de serem julgados, apresentando-se como um importante recurso terapêutico.

Através da participação nos grupos de apoio, os familiares trocam experiências aprendendo a
lidar com as situações cotidianas. Sentem-se aliviados podendo ver que seu problema frente ao
que é enfrentado por outras famílias adquire outra dimensão, podendo, até mesmo, parecer mais fácil e possível de ser enfrentado. Após as atividades grupais parecem sentir-se renovados e fortalecidos

Ao avaliar a eficiência da atividade grupal evidenciou-se que o grupo apresenta-se como uma
estratégia útil para manter a força e esperança entre as famílias participantes, fornecer espaço e ambiente propícios à aprendizagem e compartilhamento de informações e se configurar em uma rede de apoio para essas pessoas.

Por meio da oferta de informações e suporte emocional é possível ajudar
as famílias a enfrentar a crise vivida, atenuar seu sofrimento e reduzir a ansiedade.

A participação no grupo apresenta-se como uma fonte contínua de recebimento de informações,
que mantém a família fortalecida auxiliando-a a tomar decisões relativas ao cuidado do usuário de drogas, respaldada no conhecimento recebido.

Conclui-se ser o grupo de apoio uma importante estratégia de cuidado aos familiares
de usuários de drogas, apresentando-se como ferramenta a ser utilizada na promoção do cuidado prestado, com vistas à realização da educação em saúde, da prevenção,
promoção e recuperação da saúde de indivíduos e grupos sociais.

É uma ferramenta de atenção em saúde a ser utilizada com o objetivo de alcançar a otimização de resultados, não somente individuais mas de todo o núcleo familiar.

O uso do grupo de apoio como recurso terapêutico pode colaborar para a construção de uma prática assistencial humanizada e acolhedora.



Carmelo J. Serra

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