PRINCIPIO 1 Um único tratamento não é apropriado para todos os indivíduos. Combinar locais de tratamento, intervenção e serviços para os problemas e necessidades de cada indivíduo em particular é indispensável para o sucesso final ao retornar para o funcionamento produtivo na família, local de trabalho e sociedade.
PRINCIPIO 2 O tratamento
precisa estar prontamente disponível. Pelo fato de que os indivíduos
dependentes em drogas podem estar duvidosos quanto a iniciarem em tratamento,
aproveitar as oportunidades quando eles estão prontos é fundamental. Candidatos
potenciais podem ser perdidos se o tratamento não estiver imediatamente
acessível.
PRINCIPIO 3 Um tratamento
eficaz é aquele que atende às diversas necessidades do indivíduos e não apenas
ao uso de drogas. Para ser eficaz, um tratamento deve abordar o uso de drogas
do indivíduo e quaisquer outros problemas associados: médico, psicológico,
social, vocacional e legal.
PRINCIPIO 4 O tratamento de um
indivíduo e o plano de serviços devem ser continuamente avaliados e modificados
quando necessário para garantir que o plano atenda às necessidades mutante da
pessoa. Um paciente pode precisar de combinações variadas de serviços e componentes
de tratamento durante o curso da terapia e recuperação. Além de aconselhamento
ou psicoterapia, um paciente às vezes pode requerer medicação, outros serviços
médicos, terapia familiar, instruções aos pais, reabilitação vocacional,
serviços legais e sociais. É fundamental que a abordagem do tratamento seja
apropriada à idade, gênero, etnia e cultura do indivíduo.
PRINCIPIO 5 A permanência no tratamento por um
período adequado de tempo é essencial para sua eficácia.
A duração apropriada para um
indivíduo depende de seus problemas e necessidades. Pesquisas indicam que para
a maioria dos pacientes o limiar de melhoria significativa é alcançada com 3
meses de tratamento. Após alcançar esse limiar um tratamento adicional pode produzir
mais progresso rumo à recuperação. Devido ao fato de as pessoas com freqüência
deixarem o tratamento prematuramente os programas devem incluir estratégias
para envolver e manter os pacientes
PRINCIPIO 6 Aconselhamento (individual e / ou em
grupo) e outras terapias comportamentais são componentes cruciais para um
tratamento eficaz. Em terapia os pacientes mencionam temas como motivação,
aquisição de habilidades para resistir ao uso de drogas, substituição de
atividades que não impliquem em uso de drogas e melhoria de habilidades para
resolver problemas. A terapia comportamental também facilita relações
interpessoais e a habilidade do indivíduo para atuar em família e na comunidade.
PRINCIPIO 7 Medicações são um elemento importante no tratamento de vários
pacientes, especialmente quando combinadas com aconselhamento e outras terapias
comportamentais. Naltrexona é uma medicação eficaz para alguns pacientes com
dependência de álcool. Para pessoas dependentes de nicotina, um produto de
substituição da nicotina ( tais como adesivos ou gomas ) ou uma medicação oral
( bupropion ) pode ser um componente eficaz no tratamento. Para pacientes com
distúrbios mentais, tanto os tratamentos comportamentais quanto os medicamentos
podem ser de fundamental importância
PRINCIPIO 8 Indivíduos com distúrbios mentais
que sejam dependentes das drogas devem ser tratados de maneira integrada de
ambos os problemas. Pelo fato de distúrbios mentais e de dependencia
freqüentemente ocorrerem no mesmo indivíduo, os pacientes que apresentarem
ambas as condições devem ser avaliados e tratados pela recorrência de outro
tipo de distúrbio.
PRINCIPIO 9 Desintoxicação médica é apenas o primeiro
estágio do tratamento e por si mesma contribui pouco para mudança a longo prazo
de uso de droga. Desintoxicação médica seguramente administra os sintomas
físicos agudos de abstinência associada à interrupção de uso de droga. Enquanto
a desintoxicação sozinha é raramente suficiente para auxiliar atingir
abstinência por longos períodos, para alguns indivíduos é um precursor
fortemente indicado em tratamento eficaz das drogas.
PRINCIPIO 10
O tratamento não precisa ser voluntário para ser eficaz. Uma forte motivação
pode facilitar o processo do tratamento. Sanções ou carinho na família,
estabelecimento de emprego ou o sistema criminal de justiça podem aumentar
significativamente tanto a entrada no tratamento quanto índices de retenção e o
sucesso de intervenções no tratamento de droga. Pode-se inclusive recorrer a
internações involuntárias para forçar o paciente a se tratar. Para isso é
necessário uma indicação médica precisa.
PRINCIPIO 11 O possível uso de droga
durante o tratamento deve ser monitorado continuamente. Lapsos de uso de uso de
drogas podem ocorrer durante o tratamento. O objetivo do monitoramento ao uso
de álcool e droga de um paciente durante o tratamento, tal como através de
exames de urina ou outros, pode ajudar o paciente a resistir ao uso de drogas.
Tal monitoramento também pode proporcionar evidência prévia de uso de droga a
fim de que o plano de tratamento do indivíduo possa ser ajustado. Feedback a
pacientes que apresentarem resultado positivo quanto ao uso de droga é um
elemento importante de monitoramento.
PRINCIPIO 12 Programas de Tratamento
devem proporcionar avaliação para AIDS/ HIV, Hepatite B e C, Tuberculose e
outras doenças infecciosas e Aconselhamento para ajudar pacientes a modificarem
comportamentos de risco de infecção. Aconselhamento pode ajudar pacientes a
evitarem comportamento de risco. Pode também ajudar pessoas que já estejam
infectadas a lidarem com sua doença. Aconselhamento pode ajudar pacientes a
evitarem comportamento de risco. Pode também ajudar pessoas que já estejam
infectadas a lidarem com sua doença.
PRINCIPIO 13 A recuperação da Dependência
Química pode ser um processo a longo prazo e freqüentemente requer vários
episódios de tratamento. Tal como outras doenças crônicas, recorrências ao uso,
de drogas podem acontecer durante ou após episódios de tratamento bem
sucedidos. Indivíduos podem requerer tratamento prolongado e vários episódios
de tratamento para atingir abstinência a longo prazo e restaurar funcionamento
pleno. A participação em programas de apoio, de auto-ajuda, durante o
tratamento é sempre útil na manutenção da abstinência.
Carmelo J. Serra

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